sexta-feira, 20 de abril de 2012


SEM MEDO DA MORTE

09/04/2012

José Renato Nalini,

O cristão deveria ser a criatura mais feliz sobre a face da Terra. Se todos os demais humanos não conseguiram contornar o medo da morte, o crente é um afortunado. A base de sua fé está na convicção de que esta vida não é senão passagem. Efêmera para todos, pese embora a sensação de que alguns chegam à ancianidade. Por mais que se esforce, o ser humano é incapaz de ultrapassar os 110 anos. 

Quem chega aos 90 já fica feliz, pois muitos contemporâneos já partiram. Com isso se confortam: ficar velho é melhor do que morrer. Desde a mais remota antiguidade, logo após a mitologia ter cedido espaço à razão, preocuparam-se os pensadores com obter explicação satisfatória para esse fenômeno da finitude. Por que se nasce? Qual a missão de cada um neste peregrinar? Por que se precisa morrer? A busca da perenidade não se satisfaz com a resposta laica. 

Vive-se na descendência, o que priva aqueles que não geraram filhos de sobreviver. Perpetua-se nas obras realizadas durante este percurso. Esta resposta não é das mais conclusivas. De que vale eternizar-se naquilo que se fez, se a individualidade perece? Já o cristão tem uma solução para o mistério. A humanidade resultou de um ato de amor do Senhor da Razão e de todas as coisas. Pretensioso, o homem quis logo comparar-se a Deus. 

Perdeu a situação original de verdadeira bem-aventurança e se viu obrigado a trabalhar para viver, “obter o pão com o suor do rosto” e, para culminar, sentiu o que é a mortalidade. Ofensa a um Deus, só um sacrifício divino para redimir o ofensor. Daí a linda história do Cristo, presente sempre, a iluminar os caminhos desta espécie cada vez mais desalentada, tanta a insensatez que campeia pelo sofrido planeta. O ápice disso tudo é a ressurreição. 

Alguém que venceu a morte – já o fizera a ressuscitar seu amigo Lázaro – não é uma pessoa qualquer. Se Ele ressuscitou, eu também posso ressurgir dos mortos. E se não tivesse ressuscitado, “vã seria a minha fé”, como proclamou Paulo. Criatura miserável, o ser humano deixa de levar a sério a mensagem, se desespera, se desalenta, blasfema, esquece-se de sua filiação divina. Pensa em ovos de chocolate em lugar de se entregar ao Cristo Ressuscitado. Na festa mais linda até do que o Natal. Pois sem a ressurreição, qual a razão para se continuar a viver?


José Renato Nalini 
é Corregedor Geral da Justiça do Estado de São Paulo, biênio 2012/2013. E-mail: jrenatonalini@uol.com.br.


Blog do Renato Nalini




segunda-feira, 12 de março de 2012

O surpreendente fenômeno da respiração - Gilberto Coutinho

O surpreendente fenômeno da respiração – parte 1



O surpreendente fenômeno da respiração – parte 1

Por Gilberto Coutinho,
é terapeuta naturopata com formação
em Medicina Tradicional Indiana


Talvez, a fonte de oxigênio da atmosfera terrestre seja proveniente de épocas pré-cambrianas – há 600 milhões de anos"

Esta é a primeira parte de uma série de três artigos sobre a respiração.

Para a Biologia e a Medicina, a respiração (do lat. respiratio, respirationis), um dos processos fisiológicos mais importantes dos seres vivos, consiste num conjunto de fenômenos bioquímicos que permite a absorção do oxigênio (O2) e a eliminação do gás carbônico (anidrido carbônico, CO2), ou seja, tem por objetivo fornecer oxigênio aos tecidos e remover o dióxido de carbono.

Nos vegetais, a respiração ocorre no interior de todas as células, ao nível do citoplasma e das mitocôndrias (organelas responsáveis pela respiração celular), processo que possibilita a oxidação de compostos orgânicos e a liberação de energia necessária para a realização de todos os processos metabólicos relacionados à vida.

Durante a respiração de um vegetal, há absorção do oxigênio atmosférico e a liberação de gás carbônico, água (H2O) e energia. A fotossíntese, que se diferencia da respiração, processa-se nas plantas verdes (clorofiladas), na presença da luz, no interior das células vegetais (nos cloroplastos, organelas que contêm clorofila, sendo mais abundantes nas folhas), para produzir moléculas ou compostos orgânicos energéticos (glucídios/amidos, lipídios e moléculas azotadas), a partir de moléculas simples (CO2, H2O e sais minerais); fenômeno caracterizado pela absorção de carbono e liberação de oxigênio. Contudo, a respiração de uma célula vegetal e a fotossíntese são reações “metabólicas” inversas e complementares. A matéria-prima (CO2 e H2O) empregada para a realização da fotossíntese consiste nos produtos da reação da respiração. O contrário também é verdadeiro, a fotossíntese armazena energia na forma de compostos de carbono, e a respiração, por sua vez, extrai – via oxidação – energia desses compostos.

Talvez, a fonte de oxigênio da atmosfera terrestre seja proveniente de épocas pré-cambrianas – há 600 milhões de anos; e, mediante estudos filogenéticos e morfológicos, os biologistas acreditam que as plantas (reino Plantae) tenham surgido a partir de um grupo ancestral de algas verdes. Numa reflexão, pode-se entender quão maravilhosas, úteis e vitais são as plantas, o quanto elas foram importantes para o surgimento da vida no planeta, e, ainda, como são indispensáveis para que a contínua evolução de todas as demais espécies possa ocorrer e também possam continuar a existir.

Estudos realizados, na “Universidade Yale” – EUA, comprovam alterações recentes nos genes e nas características físicas do ser humano, evidenciando que a espécie não para de mudar. A vida como é conhecida hoje no planeta Terra não poderá continuar a existir sem o equilíbrio dos ecossistemas, das plantas e florestas. Apesar de todo estudo já realizado pelo Homo sapiens e do avanço tecnológico, toda importância do reino Plantae e da preservação dos ecossistemas continua ainda sendo ignorado, menosprezado, e as florestas, tão destruídas, continuamente dizimadas, assim como muitas outras espécies vivas, correm o risco de muito brevemente serem completamente extintas.

Como a vida, os seres, a humanidade poderão continuar existindo no planeta sem a preservação e o equilíbrio dos demais ecossistemas?
Pense nisso...

Bem... na segunda parte deste texto irei explicar o que é o prana.


O surpreendente fenômeno da respiração - Parte II

“Quando a respiração é instável, a mente também se torna instável. Quando a respiração é estável, a mente é estável e o yogue se torna estável. Portanto, a respiração deve ser controlada”

Para os grandes sábios védicos e yogues da antiga Índia, a respiração é uma manifestação do prâna – bioenergia, energia da vida ou força vital que a sustenta –, presente na natureza, em todo o universo, a soma de todas as energias manifestas no universo ou das forças da natureza; meio pelo qual a vida nos seres vivos se mantém.

Para os yogues, a respiração pode ser comparada ao próprio Brahman (oAbsoluto, o fundamento transcendente da existência), e o prâna não significa apenas o oxigênio. Os yogues também compreendem que todas as forças e poderes do prâna se originam de uma única fonte: Atman (o si mesmo transcendente, idêntico ao Absoluto, Brahman); para eles, quem conhece o prâna conhece os Vedas – as quatro escrituras antigas e sagradas da Índia. É por tal razão que os yogues dão enorme importância à respiração e ao seu devido controle, mediante técnicas especiais: exercícios respiratórios (pránáyámas) e gestos simbólicos feitos com os dedos das mãos (mudrás).

Além da respiração, os seres humanos também absorvem o prâna através do consumo de alimentos frescos e saudáveis, da água pura, da luz do sol, do contato com a terra e a natureza. Segundo o Samkhya – uma das seis escolasclássicas de pensamento da antiga Índia, ciência-irmã do Yoga –, o prâna é a primeira manifestação de Shakti (o aspecto feminino do criador).

Contraditoriamente, o oxigênio, ou o metabolismo à base de oxigênio, que mantém os seres humanos vivos e respirando – fundamentais às suas vidas –, é também o responsável pelo seu envelhecimento, pelo surgimento das doenças que afetam os diversos órgãos e sistemas e também pela sua morte.

Em 1954, o processo natural de envelhecimento do organismo foi relacionado à ação contínua dos radicais livres. De todo oxigênio absorvido pela célula, cerca de 95% são transformados em energia para sua própria subsistência, e 5% são convertidos em radicais livres de oxigênio. A combustão de nutrientes, no interior das células, gera continuadamente a formação de radicais livres, moléculas altamente reativas e tóxicas. Ao reagir com as células, os radicais livres, aos poucos, danificam as suas estruturas e o seu DNA, alteram as proteínas, os lipídios e os carboidratos, enrijecem as artérias, danificam os tecidos, etc.

Segundo os cientistas, o organismo humano necessita de uma pequena quantidade de radicais livres para que esses sejam utilizados em algumas reações fisiológicas específicas: na eliminação de bactérias fagocitadas pelos neutrófilos (células sanguíneas leucocitárias que fazem parte do sistema imunológico). Na tentativa de se neutralizar completamente a produção de radicais livres, com o objetivo de bloquear a sua formação, interfere-se na bioquímica e nas defesas naturais do próprio organismo.

Nesse sentido, o Yoga também pode apresentar alternativas, ser uma luz no final do túnel. As pessoas muito poderiam se beneficiar com a prática diária dos ensinamentos e das técnicas yogues. Não é por acaso que os maiores esportistas do mundo – alpinistas, mergulhadores, corredores, ginastas, etc., procuram os yogues para aprender as técnicas de controle mental, da respiração e do corpo, e assim melhorar o condicionamento cardiorrespiratório e as suas performances.

Cada vez mais, pessoas do mundo inteiro têm procurado o Yoga com o intuito de desenvolver a concentração, aprender a meditar, aprimorar a coordenação motora e a psicomotricidade; ampliar a capacidade respiratória, combater o estresse, estimular a reorganização neurofuncional, dentre outras tantas razões.

Segundo recentes estimativas, só nos Estados Unidos, o número de praticantes de Yoga alcança a marca de 25 milhões e movimenta um mercado de US$ 6 bilhões; no Brasil, são cerca de 5 milhões de pessoas. Na Índia, desde tempos remotos – muito antes de Cristo –, yogues já empregavam uma dieta sattva (pura e saudável, que favorece a prática da concentração e meditação; a mais elevada das qualidades primárias da natureza), pránáyámas (exercícios respiratórios) e mudrás (gestos simbólicos feitos com os dedos das mãos), dentre outras técnicas, como ásanas (posições psicofísicas), concentração (dharana), meditação (dhyana), relaxamento neuropsíquico e muscular (yoganidrá) e mantras (sons “sagrados” que auxiliam a concentração e a transcendência dos estados comuns de consciência), com o objetivo de desenvolver o autocontrole, promover e preservar o equilíbrio psicofisiológico, o bem-estar, a saúde, a lucidez, o discernimento mental, o domínio sobre o prâna, a espiritualidade e a longevidade.

Alguns yogues conseguem preservar a juventude e a saúde do corpo físico por muito tempo (mesmo com certa idade avançada), conquistam uma vida longeva mediante o controle consciente da respiração (reduzindo, consideravelmente, a frequência respiratória e cardíaca), além de alguns siddhis (perfeição espiritual, completude e certos “poderes” psicofísicos).

Para o Yoga, controlar o prâna significa dominar a mente e a respiração. A psique (mente) não pode operar sem o auxílio do prâna e de suas vibrações. É o prâna que, através da respiração, move a mente. Portanto, a respiração encontra-se intimamente relacionada com a mente e as emoções, e vice-versa.

“Quando a respiração é instável, a mente também se torna instável. Quando a respiração é estável, a mente é estável e o yogue se torna estável. Portanto, a respiração deve ser controlada” (The Hatha Yoga Pradipika – II,2).

Através das vibrações do prâna, as atividades da mente são preservadas, e o pensamento (samkalpa) é produzido. Mediante o controle da respiração, é possível também controlar os vários movimentos do corpo e os estímulos nervosos.

O Hatha Yoga Pradipika, o principal tratado clássico sobre o Hatha Yoga, de autoria do grande mestre Svatmarama, adverte: “Assim como o leão, o elefante e o tigre são amansados gradativamente, a respiração deve ser controlada aos poucos, do contrário prejudica o praticante” (II, 15).

Fonte:



O surpreendente fenômeno da respiração - Parte III

Respirar menos traz longa vida -"Uma pessoa adulta respira em média de 12 a 18 vezes por minuto. Um yogue iniciante, respira cerca de oito vezes por minuto; já um yogue experiente, apresenta uma frequência respiratória de quatro vezes por minuto"

Já escrevi dois textos sobre o fenômeno da respiração - clique aqui e leia. Devido à importância do assunto, acabei me estendendo e será então um série de seis artigos. Vamos então ao terceiro.

O nariz, a faringe, a laringe, a traqueia, os brônquios e bronquíolos (considerados órgãos condutores do ar), juntamente com os pulmões e alvéolos (órgãos respiratórios), constituem o importante sistema respiratório, cujas funções são: absorção do oxigênio (O2) e a eliminação do gás carbônico (CO2), produção da voz (pelas cordas vocais) e regulação da acidez no sangue.

A respiração é controlada pelo cérebro (encéfalo), centro de controle de todas as atividades do corpo, mediante dois sistemas neurais distintos, mas que se inter-relacionam: o voluntário (coordena a respiração ligada a diversas atividades motoras) e o involuntário ou autônomo (mantenedor da homeostasia). Maior órgão do sistema nervoso central (SNC), o encéfalo é composto pelo cérebro (formado por dois hemisférios cerebrais, unidos pelo corpo caloso, responsável pelas atividades conscientes e inteligentes), cerebelo (responsável pela manutenção da postura e coordenação motora) e bulbo raquidiano, que também permite sentir, pensar, lembrar, raciocinar, ouvir, falar, movimentar, andar, etc. O sistema nervoso central é composto de mais de 100 bilhões de neurônios ou células nervosas.

Breve anatomia e fisiologia dos pulmões

Os pulmões, órgãos da respiração, são brilhantes, elásticos, moles, esponjosos e revestidos pela pleura pulmonar (membrana serosa que cobre os pulmões), encontram-se localizados no interior da caixa torácica e separados entre si pelo mediastino (espaço compreendido entre os dois pulmões, abriga o coração, o timo, os grandes vasos (a aorta), a traqueia, os brônquios, o esôfago, o canal torácico, vasos linfáticos, gânglios simpáticos e nervos). Os pulmões flutuam no interior da caixa torácica, envolvido por uma camada muito fina de líquido pleural, que lubrifica os movimentos dos pulmões no interior da cavidade.

Anatomicamente, o ápice do pulmão encontra-se na altura da primeira costela e na altura do processo espinhoso da 7ª vértebra cervical, e a sua borda inferior, na altura da 10ª e 11ª vértebras torácicas. O pulmão esquerdo é dividido em dois lobos (superior e inferior), por uma cisura interlobar; o direito, em três lobos (superior, médio e inferior), por duas cisuras interlobares. O tecido funcional do pulmão (parênquima) é formado por alvéolos suspensos em cachos na extremidade dos bronquíolos, últimas ramificações da árvore brônquica. Sendo os alvéolos a parte funcional dos pulmões, neles ocorrem as trocas gasosas que garantem a oxigenação do sangue; o sangue venoso se transforma em sangue arterial, fenômeno conhecido como hematose.

Uma técnica do Yoga, chamada de Prana kriya pránáyáma (respiração completa), além de fortalecer e preservar a funcionalidade dos músculos respiratórios, auxilia na purificação e no fortalecimento dos pulmões (auxiliando na prevenção e no combate das afecções = doenças); amplia a capacidade respiratória e combate a respiração curta e deficiente; beneficia a musculatura peitoral e das costas, a coluna vertebral e auxilia na prevenção e no combate das tensões, das dores musculares e dos problemas da coluna vertebral; melhora o suprimento de oxigênio para as células do sangue, estimulando a circulação sanguínea. Uma adequada respiração proporciona mais energia, disposição e vitalidade ao organismo.

A traqueia, conduto fibrocartilaginoso que liga a laringe aos brônquios e conduz o ar das vias aéreas superiores para os brônquios e pulmões, divide-se na altura da 5ª ou 6ª vértebra torácica (algumas vezes, da 7ª VT). Encontra-se localizada um pouco mais próxima do ápice do pulmão direito do que do esquerdo.

Respiração voluntária e involuntária

A respiração voluntária é regulada pelo córtex cerebral, região externa do cérebro constituída de substância cinzenta que ocupa toda a superfície das circunvoluções cerebrais; e a involuntária (ou autônoma), pelo segmento inferior do tronco cerebral, constituído pelos centros respiratórios do bulbo raquidiano (mielencéfalo) e pela ponte, que comanda as funções vitais do organismo, como a respiração e o tônus vascular.

A regulação da respiração é mediada por:

(1) receptores (quimiorreceptores e mecanorreceptores);

(2) centros respiratórios;

(3) músculos respiratórios (esqueléticos).

Os receptores recebem informações e as enviam aos centros respiratórios, que coordenam as informações, ativando ou inibindo a ação dos músculos esqueléticos envolvidos na respiração; tais músculos são também chamados de voluntários, pelo fato de serem conscientemente controlados. Os quimiorreceptores são células sensíveis à falta de oxigênio e ao excesso de dióxido de carbono ou de íons hidrogênio.

Eventos da respiração

A respiração pode ser dividida em quatro eventos:

(1) ventilação pulmonar, entrada do ar atmosférico, durante a inspiração, no interior dos pulmões através da árvore brônquica e dos bronquíolos até alcançar os alvéolos;

(2) difusão do oxigênio nos alvéolos pulmonares e a expulsão do dióxido de carbono;

(3) transporte do oxigênio pelo sangue e pelos líquidos corporais até as células e do dióxido de carbono, oriundo das células, para os alvéolos pulmonares;

(4) regulação da respiração.

O yogue, quando pratica pránáyáma (exercício respiratório), realiza ambos os processos, ao respirar de forma regular e equilibrada. Os benefícios mais evidentes do pránáyáma são o aumento da oxigenação e da circulação sanguínea. Tais benefícios também podem ser alcançados pela prática de exercícios aeróbicos. Entretanto, exercícios aeróbicos são catabólicos (gastam energia), e os pránáyámas, são anabólicos (geram energia).

A trajetória do ar atmosférico pelo corpo humano

(1) Nariz: o ar atmosférico, ao ser inspirado pelo nariz ou pela boca, chega até a garganta. A respiração fisiológica é nasal; excepcionalmente, pode-se respirar pela boca.

(2) Epiglote: opérculo fibrocartilaginoso móvel situado sobre a região superior da laringe, um pouco abaixo da base da língua. Deslocando-se para trás, tal estrutura obstrui as vias respiratórias durante a deglutição, impedindo que líquidos e alimentos atinjam os pulmões. Durante a inspiração, a epiglote permite que ar atmosférico chegue até a traqueia.

(3) Traqueia: conduto fibrocartilaginoso que liga a laringe aos brônquios e conduz o ar das vias aéreas superiores para os brônquios e pulmões.

(4) Pulmões

(5) Árvore brônquica: rede tubular de passagem de ar, divide-se em milhares de ramificações, assemelha-se às raízes ou galhos de uma árvore, conduz o oxigênio aos bronquíolos.

(6) Bronquíolos: finíssimos tubos ramificados que terminam nos alvéolos.

(7) Alvéolos pulmonares: cavidade sem saída, onde ocorrem as trocas gasosas entre o sangue e o ar inspirado, devido à existência de capilares (hematose)

(7) Corrente sanguínea

(8) Células.

Frequência e volume respiratório

O volume normal de ar inspirado é de 500 ml, enquanto a frequência respiratória normal de um indivíduo adulto varia entre 12 a 18 respirações por minuto. O volume respiratório é, em média, de 6 litros por minuto. Uma pessoa pode inspirar cerca de 3.500 ml de ar começando a partir da expiração normal e distender os pulmões ao máximo (capacidade inspiratória). Cerca de 2.300 ml de ar permanece nos pulmões ao final da expiração normal (capacidade residual funcional). Em geral, a frequência respiratória normal por minuto no nascimento é de 50 a 40; do 1º aos 12 meses: 35 a 25; de 1 aos 4 anos: 25; e dos 5 aos 15 anos: 25 a 20.

A expiração normal, tranquila e lenta é um processo totalmente passivo, ocasionada pela retração elástica dos pulmões e das estruturas da caixa torácica. Durante a realização de alguns exercícios yogues, pránáyámas (exercícios respiratórios), kriyas (técnicas de purificação do corpo) e bandhas (contrações de plexos nervosos, órgãos e glândulas), tais como, Bhástrika pránáyáma (respiração do fole), Kapalabháti kriya (purificação do crânio), Uddiyana bandha (contração do abdômen para dentro e para cima) e a expiração Há, a expiração deixa de ser passiva e passa a ser controlada de forma voluntária, pela ação rápida e vigorosa dos músculos inspiratórios e expiratórios.

Frequência cardíaca durante o pránáyáma

Durante a inspiração, a frequência respiratória tende aumentar, e, durante a expiração, diminuir.

Frequência cardíaca normal por minuto:

Nascimento: 140 – 130;
1 mês: 130 – 120;
1 ano: 120 – 110;
2 anos: 108 – 90;
3 anos: 90 – 80;
7 anos: 80 – 85;
10 a 20 anos: 85 – 80;
21 a 60 anos: 80 – 70;
mais de 60 anos: 65 – 60.

A respiração de um yogue e de uma tartaruga

A tartaruga respira e se locomove de modo lento, em média, respira cinco vezes por minuto. Segundo pesquisadores, algumas espécies de Testudines (ordem que compreende as tartarugas, cágados e jabutis), podem viver muitos anos, cerca de 400 anos ou mais, dependendo das condições ambientais. As tartarugas e os jabutis estão entre os animais de vida mais longa, perdem apenas para algumas espécies de árvores.

Uma pessoa adulta respira em média de 12 a 18 vezes por minuto. Um yogue iniciante, respira cerca de oito vezes por minuto; já um yogue experiente, apresenta uma frequência respiratória de quatro vezes por minuto. Se compararmos a frequência respiratória de um yogue experiente com a da tartaruga, podemos concluir que o yogue poderá viver acima de 400 anos. Na Índia, há um ditado que diz: “Ao nascer, cada pessoa recebe do criador um número fixo de respirações que ela terá durante a sua vida.”
Composição do ar atmosférico

Durante a inspiração, o ar atmosférico, ao penetrar o orifício nasal e atravessar as extensas conchas nasais, é filtrado e umidificado antes de alcançar os alvéolos pulmonares; é composto de nitrogênio (N2, 78%), oxigênio (21%), dióxido de carbono (0,03%), gases nobres (0,93%) e apenas um pouco de vapor d’água. 



ENSINAMENTOS DOS MESTRES ASCENSOS

GLOSSÁRIO: 

“ESPÍRITO SANTO” – “Prana”

Espírito Santo. Terceira Pessoa da Trindade; a onipresença de Deus; as línguas bipartidas de fogo que focalizam o Deus Pai-Mãe, também chamado de fogo sagrado; as energias da vida que permeiam um cosmo. Na Trindade Hindu de Brahma, Vishnu e Shiva, o Espírito Santo corresponde a Shiva, conhecido como o Destruidor/Libertador, pois seu amor ardente, quando evocado nos planos da Matéria, elimina as forças do mal e transmuta a causa e o efeito das criações erradas do homem libertando-o, assim, da prisão do carma e dos habitantes das trevas. Prana é a essência do Espírito Santo que recebemos pelo sopro do fogo sagrado, através dos chakras, para nutrir os quatro corpos inferiores. O Espírito Santo focaliza o equilíbrio do Deus Pai-Mãe no núcleo de fogo branco do ser. O exorcismo dos espíritos malignos e das entidades impuras é realizado pelo fogo sagrado do Espírito Santo em nome do Cristo e do EU SOU O QUE EU SOU. Os nove dons do Espírito Santo constituem poderes transmitidos aos servos do Senhor, a fim de eliminar a morte e o inferno e criar suas obras na terra.

A Pessoa e a Chama do Espírito Santo são o Consolador cuja vinda Jesus prometeu quando o Senhor partisse – para iluminar-nos, ensinar-nos a fazer com que nos lembrássemos de todas as coisas que o amado Jesus nos ensinou, tanto no céu como na Terra. Sempre q1ue um filho ou filha de Deus ascende à Presença do EU SOU O QUE EU SOU, o Espírito Santo desce para preencher o vazio e ampliar a Presença do Senhor na terra. Esteé o ritual da descida do Espírito Santo prometido por Jesus a seus discípulos, quando o Mestre disse: “Ficai,  porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder”, o que ocorreu no Pentecostes. O representante da Chama do Espírito Santo para as evoluções na terra é o Mestre Ascenso que ocupa o cargo de Maha Chohan. O Espírito Santo é a Impessoalidade Pessoal (ver p.86) da Divindade e situa-se no lado oeste da Cidade Quadrangular. Ver também Imagem do Seu Eu Divino.
(1 Cor. 12:4-11; João 14:16,26; 16:7; Lucas 24:49, 51; Mark L, Prophet e Elizabeth Clare Prophet. Climb the Highest Mountain, segunda edição, pp. 386-88, 408-44, 555-62; The Teachinhg of Jesus II, pp.158-63; ou format de bolso, Livro Três, pp. 116-22; Lord of the Seven Rays, Livro I, pp.15-20. Livro II, pp. 277-97.)

Fonte: págs. 319-320, do livro “A alquimia de Saint Germain”, fórmulas para a autotransformação; Mark L. Prophet, Elizabeth Clare Prophet; tradução Terezinha Batista dos Santos. – 13ª Ed. – Rio de Janeiro, Nova Era, 2007





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domingo, 11 de março de 2012

Estresse faz engordar?

Estresse faz engordar?


Estresse faz engordar?

Por Patrícia Davidson Haiat,
Nutricionista Funcional

O problema é que nos dias de hoje essa reação, pode se tornar crônica. Assim ela deixa de ser benéfica e faz com que estejamos automatizados a liberar os hormônios do estresse sem parar, trazendo consequências como aumento da pressão, aumento de peso, estafa, diabetes, etc.

O cortisol é o principal hormônio liberado em situações de estresse, que possui interferência direta no acúmulo de gordura, principalmente na região abdominal. O cortisol também está envolvido no aumento da necessidade por doces, retenção de água e sódio, baixa energia, irritabilidade, compulsão alimentar, hiperglicemia (nível de açúcar no sangue acima do normal) e fraqueza.

Alimentos e bebidas agem como estimulantes e são grande causa do estresse:

• O álcool é um dos maiores causadores do estresse. Muita gente bebe para combater o estresse, mas na verdade estão muito mais se prejudicando, pois o álcool em combinação com o estresse são mortais.O álcool estimula a liberação de adrenalina aumentando a tensão nervosa, a irritabilidade e a insônia. Em excesso estimula o acúmulo de gordura no coração e reduz a função imunológica. Reduz a capacidade do figado lidar com as toxinas do organismo fazendo com que esssas permaneçam no trazendo danos.

• Café, chá (preto), chocolate, coca-cola, ice-tea aumentam a liberação de adrenalina e consequentemente o nível de estresse. Esgotam as glândulas adrenais responsáveis por lidar com o estresse. Aumentam o peso por alterar o metabolismo, especialmente quando combinados com uma dieta ruim.

• Gordura saturada, frituras e gordura trans principalmente. Aumentam o colesterol e limitam a assimilação de gorduras boas para o funcionamento cerebral

• Sal. Aumenta a pressão arterial e depleta a glândula que nos ajuda a lidar com o estresse. Não é só o sal de cozinha que é prejudicial, são também os alimentos industrializados como os temperos prontos: Arisco®, Sazón® Aji-no-moto®, sopas desidratadas, caldos e estratos concentrados, amaciantes de carne, catchup, mostarda, maionese, molho de soja, molho inglês, extrato de tomate, etc.; Salgadinhos industrializados: chips, amendoim, coxinha, pastel, etc.

• Doce é uma fonte vazia de nutrientes. Aumenta a energia a curto prazo, levando à exaustão da glândula defensora do estresse, causando exaustão, baixa concentração, irritabilidade e depressão

• Carne vermelha: aumenta a ansiedade e o estresse.

Dieta equilibrada é essencial para manter a saúde e reduzir o estresse

Aipo: 4 talos ao dia. Reduzem a liberação de hormônios do estresse que promovem o estreitamento dos vasos. Contém nutrientes que acalmam (niacinamida). Usar 1 talo antes de dormir para ajudar no sono.

Gengibre: melhora a digestão, aumentando absorção dos nutrientes. Utilize-o na forma de chá.

Arroz e grãos integrais: auxilia na síntese de serotonina, melhorando o humor e aliviando o estresse.

Repolho: Rico em vitaminas antioxidantes (A, C , E, betacaroteno e Selênio) que combatem os radicais livres produzidos pelo estresse e ajudam na fabricação da serotonina – melhora do humor!

Pepino: Tonifica o fígado melhorando a circulação de hormônios, melhora o humor e combate o estresse. Acrescente em sucos, junto com o aipo.

Frutas ricas em antioxidantes, como por exemplo, limão, laranja, tangerina, abacaxi, amora, romã e açai são importantes nutrientes para estimular o sistema imunológico.

Alho: ajuda na eliminação de toxinas do organismo melhorando o fluxo de hormônios, o estresse e o humor. Tem atividade antibiótica, antifúngica, antiviral, provoca melhora da pressão arterial e colesterol.

Chás: Nutrem o sistema nervoso e glandular. Camomila, erva-sidreira, ginseng, alcaçuz, valeriana e maracujá.

Sementes de girassol: ricas em vitaminas do complexo B, zinco, potássio. Repõe os nutrientes perdidos com o estresse.

Amêndoas: ricas em magnésio que é importante para o funcionamento da glândula responsável por lidar com o estresse. Baixos níveis do mineral se manifestam com tensão nervosa, ansiedade, irritabilidade e insônia. Deixe-as de molho de véspera para facilitar a digestão.

Semente de gergelim: ricas em zinco. A necessidade por zinco aumenta em momentos de tensão, é importante para a produção de serotonina.

Aveia rica em fibras solúveis que controla o aumento do açúcar no sangue, melhora a concentração, e controla dores de cabeça.





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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pode-se dizer que toda ação do organismo é controlada por enzimas

Pode-se dizer que toda ação do organismo é controlada por enzimas

Livro: “A Dieta do Futuro” –
que previne cardiopatias, cura o
câncer e controla do diabetes tipo 2
Dr. Hiromi Shinya

“Prólogo”


Quando a Segunda Guerra terminou, eu era adolescente e assisti à transformação que a tecnologia norte-americana promoveu em minha terra natal. Meu sonho era estudar medicina na América. Em 1963, conclui meu curso de medicina no Japão, mudei-me para os Estados Unidos com minha jovem esposa para iniciar meu curso de residência médica no Beth Israel Medical Center de Nova York.
   Vindo de um país estrangeiro, ao chegar aos Estados Unidos compreendi que teria de trabalhar muito para ser um cirurgião respeitado naquele país. Quando criança eu estudara artes marciais e graças a esse treinamento aprendi a usar muito bem as duas mãos. A ambidestria me possibilitou realizar cirurgias com rara eficiência.
   Durante o curso de residência fui assistente do dr. Leon Ginsburg, um dos descobridores (juntamente com o dr. Burrill Bernard Crohn e o dr. Gordon Oppenheimer) da doença de Crohn. Um dia o chefe dos residentes e o residente mais antigo que normalmente assistiam o dr. Ginsburg não puderam ajudar na sala de cirurgia, e a enfermeira do dr. Ginsburg, que já conhecia meu trabalho, recomendou-me. Sendo ambidestro, terminei a cirurgia rapidamente. Primeiro, o dr. Ginsburg ficou muito irritado porque não acreditou que eu pudesse ter terminado em tão pouco tempo e ter feito tudo certo. Mas, ao verificar que o paciente tinha se recuperado tão bem sem a hemorragia excessiva e sem o inchaço que costumam ocorrer depois de uma cirurgia longa, ele ficou impressionado. Comecei a trabalhar com ele regularmente.
   Nem minha esposa, nem eu, nem nossa filhinha nos dávamos bem nos Estados Unidos. Minha esposa passava a maior parte do tempo doente. Fraca ela não conseguia amamentar, e nossa filha era alimentada com leite de vaca. Eu trabalhava o dia todo no hospital e quando chegava em casa ajudava minha esposa que estava novamente grávida. Eu trocava fraldas e dava mamadeiras à minha filha, mas ela chorava muito porque tinha uma urticária muito intensa. Ela coçava-se muito e estava num estado lastimável.

   Aí, então, nasceu meu filho. Sua chegada foi uma alegria, mas logo surgiu uma hemorragia retal. Naquela época, eu tinha adquirido o primeiro colonoscópio e examinei meu filhinho. Encontrei uma inflamação no cólon e uma colite ulcerativa.
   Fiquei arrasado. Ali estava eu, um médico que não conseguia curar sua jovem e bonita esposa, e nem aliviar o sofrimento de seus filhos. Eu não aprendera nada na faculdade de medicina que pudesse explicar a causa da doença deles. Consultei outros médicos, os melhores que eu conhecia, mas nenhum conseguia me ajudar. Ser um bom cirurgião ou dar remédios para os sintomas não era o suficiente. Eu queria saber o que causava a doença
   No Japão, eu nunca tinha visto o tipo de dermatite atrófica que minha filha tinha, por isso, comecei a investigar o que havia nos Estados Unidos que pudesse causar esses sintomas. No Japão nós não tínhamos muitos derivados do leite, portanto pensei que pudesse ser o leite de vaca que ela mamava. Quando retiramos o leite, ela melhorou rapidamente e eu percebi que ela era alérgica a leite de vaca. Ela não conseguia digeri-lo, e as partículas não digeridas, que eram pequenas o suficiente para passar do intestino para o sangue, eram atacadas pelo seu sistema imunológico como se fossem invasores. A mesma coisa acontecia com meu filho. Quando paramos de alimentá-lo com leite, a colite desapareceu.

   A doença de minha esposa logo foi diagnosticada como lúpus. Os valores de seu hemograma caíam, e ela ficava pálida e anêmica. Ela entrava e saia do hospital enquanto lutávamos para salvar-lhe a vida. Morreu antes que eu soubesse o suficiente para ajudá-la.
   Até hoje, eu ainda não sei o que causou o seu lúpus, mas sei que ela era geneticamente predisposta a reações exageradas do sistema imunológico. Ela foi interna de uma escola-convento ocidentalizada no Japão consumia muito leite. Não há dúvidas de que era alérgica a leite, pois mais tarde seus dois filhos também eram. Exposta continuamente a um alimento que gerava uma reação alérgica, seu sistema imunológico deve ter se esgotado, deixando-a suscetível à doença autoimune do lúpus.
   Com essas experiências, comecei a compreender o quanto a alimentação é importante para nossa saúde. Isso foi há mais de cinqüenta anos e depois disso registrei a história alimentar e examinei o estômago e o cólon de mais de 300 mil pacientes. Passei minha vida tentando compreender o organismo humano, a saúde e a doença. Comecei pela doença – suas causas e tratamentos –, mas, assim que comecei a compreender melhor o trabalho do corpo como um todo, mudei minha maneira de tratar as doenças.

Vi que nós, médicos, e nossos pacientes devemos empregar mais tempo na compreensão da saúde do que na luta com a doença.
   Nascemos com o direito à saúde; é natural ser saudável. Depois de começar a compreender a saúde, fui capaz de trabalhar com o corpo, ajudando-o a livrar-se sozinho da doença. Apenas o corpo tem a capacidade de curar-se. Como médico, crio um meio para que a cura aconteça.
   Assim, comecei tentando compreender a doença, mas minha pesquisa acabou me levando para o que eu acreditava ser a chave da saúde. Essa chave é a enzima milagrosa do nosso próprio organismo,

   O organismo humano tem mais de 5 mil enzimas que geram, talvez, 25 mil reações diferentes. Pode-se dizer que toda ação do organismo é controlada por enzimas, porém sabemos muito pouco sobre elas. Acredito que criamos essas enzimas a partir de uma enzima-fonte, que é mais ou menos finita em nosso corpo. Se essas enzimas-fonte se esgotarem, não haverá um número suficiente delas para reparar as células de maneira adequada, o que com o tempo possibilitará o desenvolvimento de câncer e outras doenças degenerativas.
   Em suma, esse é o fator enzimático.
   Quando ajudo meus pacientes com câncer de cólon a se curar, primeiramente removo o câncer e depois os coloco em uma dieta rígida de alimentos não tóxicos e ricos em enzimas e água, para que eles tenham mais enzimas-fonte para reparar as células do organismo. Não acredito no uso de medicamentos fortes que desafiam o sistema imunológico, pois acho que o câncer de cólon não acontece por acidente, de maneira isolada. O câncer de cólon é um alerta de que todo o suprimento de enzima-fonte está se esgotando e não consegue mais as células adequadamente.
   Ao mesmo tempo em que acredito que nascemos com um suprimento limitado dessa enzima-fonte e que não devemos gastá-lo com má alimentação, toxinas, eliminação deficiente e estress, compreendi outra coisa. Essa outra coisa é o motivo pelo qual chamo essa enzima-fonte de enzima “milagrosa”. Tenho testemunhado várias curas espontâneas e remissões de todos os tipos de doença. Ao estudar essas curas, comecei a compreender como esses milagres acontecem.
   Descobrimos o DNA, mas não sabemos realmente muita coisa sobre ele. Há um enorme potencial latente em nosso DNA que ainda não compreendemos. Minha pesquisa indica que explosões emocionais positivas, como as que surgem do amor, da risada, e da alegria, podem estimular nosso DNAQ a produzir uma enxurrada de enzimas-fonte – a enzima milagrosa que age como  biocatalizador da recuperação das células. Alegria e amor podem acordar um potencial muito além do conhecimento humano atual.
   Neste livro, direi a você o que fazer no dia a dia, o que comer e que suplementos e enzimas tomar para ajudar suas enzimas milagrosas e sua saúde. Entretanto, a coisa mais importante que posso lhe dizer para viver uma vida longa e saudável é fazer o que o deixa feliz (mesmo que isso signifique não seguir, às vezes, minhas outras recomendações).
   Ouça música. Faça amor. Divirta-se. Curta os pequenos prazeres. Viva a vida com paixão. Lembre-se de que uma vida feliz e cheia de significados é o caminho natural para a saúde. O entusiasmo, e não a perfeita adesão ao regime alimentar, é a chave da eficácia do fator enzimático para você.

Dr. Hiromi Shinya


(fonte: págs. 9 a 11, do livro, “A Dieta do Futuro” – Dr. Hiromi Shinya, São Paulo, Editora Cultrix, 2010).




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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Conheça os inúmeros benefícios da maçã para a saúde

Conheça os inúmeros benefícios da maçã para a saúde



Conheça os inúmeros benefícios da maçã para a saúde

Por Profa. Dra. Jocelem Mastrodi Salgado
Nutricionista


Uma maçã Gala fornece a metade de toda a vitamina C que você precisa num dia

Recentemente um estudo publicado no Journal of Medicine Food, analisou os efeitos do consumo de maçã e suco de maçã sobre os níveis de LDL oxidado. Conhecido como colesterol ruim, o LDL provoca danos cardiovasculares, e quando oxidado, forma placas ao longo das paredes da artéria coronária, causando a aterosclerose.

Nesse estudo participaram 25 pessoas que durante 12 semanas consumiram cerca de 400ml de suco de maçã (100%) ou duas maçãs diariamente. As variedades das maçãs usadas no estudo foram: Fuji, Golden Delicius, Granny Smith e Red Delicius. Após as 12 semanas, os níveis de oxidação foram avaliados e verificou-se diminuição de 20% em média, nos níveis de LDL oxidado.

Outro estudo realizado na Universidade de Cornell e que foi publicado em na Revista Nature, mostrou que 100g de maçã fresca pode ser mais benéfico que um comprimido de 1500mg de vitamina C. Os antioxidantes naturais presentes na maçã fresca seriam mais eficazes do que aqueles encontrados em suplementos dietéticos.

Testes laboratoriais também foram realizados e mostraram que extratos retirados da casca da maçã inibiram o crescimento de células cancerígenas em cerca de 43% e os da polpa 29%. Em células de câncer de fígado, os testes foram ainda mais eficazes. Os extratos da casca reduziram o crescimento dessas células em 57% e os da polpa 40%.

Benefícios da maçã

- Controle/redução do colesterol;
- Redução do risco de inúmeros cânceres;
- Ação antioxidante;
- “Escova de dente natural”:
- Fonte de fibra;
- Baixa caloria;
- Rica em pectina;
- Reduz o risco de doenças cardiovasculares e prisão de ventre.

E o que mais a maçã tem de bom?

São mais de 2500 tipos de maçãs cultivadas só nos Estados Unidos, e dentre essa infinidade de variedades, todas contêm quantidades consideráveis de nutrientes e substâncias benéficas à nossa saúde. A Fuji e a Gala estão no topo do ranking das maçãs mais consumidas no Brasil. Analisadas quanto à capacidade de reduzir o colesterol, a Gala abriu vantagem no páreo. Isso porque essa variedade oferece mais quercetina, um antioxidante que dificulta o acúmulo de gordura nas artérias. Graças a essa substância, que é da família dos flavonoides, a Gala impede com muita eficácia a absorção do colesterol no intestino. Verificou-se que com a ajuda dessa maçã, os excessos da molécula gordurosa são” varridos” do organismo.

Além disso, uma maçã Gala fornece a metade de toda a vitamina C que você precisa ao longo do dia.

Ambas apresentam características muito semelhantes, dificultando esclarecimentos de prós e contras. Por exemplo, a época de colheita é em períodos semelhantes (fevereiro até maio), estão disponíveis no comércio durante o ano inteiro (mesmo em períodos de entressafra, em que são disponibilizadas maçãs armazenadas em câmaras de atmosfera controlada) e apresentam preços próximos também. Ambas apresentam sabor adocicado, no entanto, a variedade Fuji pode apresentar alguma vantagem no que diz respeito ao seu menor teor de acidez.
Sendo essa fruta de baixa caloria, rica em fibras e substâncias antioxidantes, ela atua beneficamente na nossa saúde na redução de doenças. E esse benefício aumenta quando ingerida também a casca da fruta, pois há maior concentração de substâncias ativas.

A pectina é a principal fibra presente na maçã, é uma fibra solúvel (geralmente usada para engrossar gelatinas) e ajuda na redução de doenças cardiovasculares e prevenção de prisão de ventre. Além disso, essa fibra influencia favoravelmente as taxas de colesterol no sangue e funciona como um agente natural contra substâncias tóxicas, incluindo a contaminação por metais tóxicos. Têm sido mostrados ainda os efeitos benéficos da pectina da maçã tanto na redução do chumbo como na do mercúrio no trato gastrintestinal e respiratório.

Estudos investigaram pacientes com risco de doenças cardiovasculares, e eles tiveram uma redução de 7,6% no colesterol plasmático, a partir do consumo de maçã e de sua pectina. E em crianças foi benéfico seu consumo para o combate a diarreia.

Cerca de 100g de maçã encontramos de 1.5 a 2.5 gramas de pectina. Estudos mostraram que o consumo de 5 a 6g por dia dessa fibra é o necessário para se obter efeito na redução do colesterol, pois quantidades inferiores não mostraram efeitos significativos. Uma maçã média pesa entre 180/200g, podemos afirmar que a ingestão de uma unidade por dia fornece cerca de 3 a 5g por dia de pectina.

As substâncias antioxidantes presentes na fruta (casca e polpa), flavonoides e polifenois são capazes de preservar as células dos danos provocados pela ação dos radicais livres; com isso retardam o envelhecimento e protegem o organismo de uma série de doenças, inclusive o câncer.

Outro ponto positivo para a maçã é a presença de frutose, seu açúcar, que é absorvido de forma mais lenta pelo organismo em relação à sacarose (açúcar de cana usado diariamente). Isso beneficia as pessoas diabéticas, pois elas podem comer uma maçã diariamente sem aumentar os níveis de glicose do sangue.

Além de todos os benefícios que citamos, essa fruta pode ainda ser considerada como uma escova de dente natural, ajudando na higiene bucal. Morder e mastigar maçãs estimula as gengivas e aumenta a quantidade de saliva, diminuindo o número de bactérias na boca e ajudando no combate as cáries. Mas isso não significa abandonar a escova de dente, nem tão pouco o fio dental.

Valor nutricional da maçã

Nutrientes
Quantidade
Calorias
63,3 Kcal
Água
84,4g
Carboidratos
15,0g
Proteínas
0,4g
Gordura
0,4g
Fibras
2,7g
Vitamina A
*40UI
Tiamina (B1)
45ug
Riboflavina (B2)
100ug
Niacina (B5)
0,5mg
Vitamina C
8mg
Potássio
127mg
Fósforo
12mg
Sódio
11mg
Magnésio
8mg
Enxofre
7mg
Cálcio
7mg
Ferro
1mg
Fitoserol
12mg
* Unidades Internacionais


Mais informações: www.jocelemsalgado.com.br








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domingo, 12 de fevereiro de 2012

ASSIM É A ALMA SATURADA COM A CHAMA ETERNA!

ASSIM É A ALMA SATURADA COM A CHAMA ETERNA!


ASSIM É ALMA SATURADA COM A CHAMA ETERNA!

"Folhas caídas significam para muitos o término de um ciclo. Poucos lamentam a passagem do verão, passando a usufruir de um cenário de cores suaves mescladas com tons mais berrantes. O pinho eterno se mantém com firmeza imortal, emanando sua fragrância ao longo dos ciclos sazonais! Assim é a alma saturada com a Chama Eterna, a mente absorta em meditação espiritual e o corpo emocional inundado com infinitas capacidades de amar sem sombras.”

(Mestre Ascenso El Morya)






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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


A ENERGIA DO AMOR

05/02/2012

Jennifer Hoffman,

O Amor traz muitos sentimentos e pensamentos, a maior parte deles envolvendo a nossa vida amorosa passada que pode não ter sido agradável. Consideramos o amor como o objetivo fundamental de nossa vida, mas o que estamos focados é no amor emocional, o sentimento, em vez do amor incondicional, o estado de ser. Desde que somos seres emocionais em nosso estado humano, conectamo-nos mais facilmente com o amor neste nível, porque isto nos faz sentir bem, a partir da perspectiva do ego, da maneira que o amor incondicional não faz.

Nossa busca pelo amor é o nosso desejo de gratificação instantânea e de prova material de que somos dignos e merecedores do amor, versus o desejo de estarmos em um estado de saber que o amor existe, ainda que não tenhamos a prova física disto em nossas vidas. Prova física significa, entre outras coisas, estar em um relacionamento amoroso, íntimo, ter pessoas que expressem o seu amor para nós através da aceitação e do reconhecimento, e que nos deixem saber, através de como eles nos respondem, que eles nos amam. Temos uma “agenda amorosa” que define claramente o que o amor significa para nós. Quando o comportamento e as ações de outros não satisfazem a nossa agenda amorosa, pensamos que eles não nos estão amando e que não somos dignos do amor.

Há um elemento com o amor emocional que parece temporário, confuso e ansioso – se alguém realmente nos ama, como podemos saber que isto durará para sempre? Cada relacionamento tem um aspecto temporário com ele, que podemos não querer observar, mas que sabemos que está lá. A pessoa que nos ama hoje poderia mudar de idéia amanhã e então ficamos sem amor em nossa vida. Assim, muitas vezes, o nosso desejo pelo amor é expresso como um medo de ser mostrada uma terrível verdade que não queremos considerar: que não somos verdadeiramente amados.

Infelizmente, quando temos o medo de não sermos amados, nós atraímos pessoas que refletem isto para nós. A um nível espiritual, eles nos amam mais do que podemos imaginar, mas no plano material, eles não têm escolha, além de refletir para nós as nossas crenças sobre o amor. Em uma mensagem do Arcanjo Uriel há vários anos, eu escrevi: “Você nunca receberá mais amor dos outros do que tem por si mesmo.”. Naturalmente, nós nos amamos, ou pelo menos alguns aspectos de nós mesmos, mas somos capazes de conhecer o amor no sentido espiritual, como no amor incondicional, não importa o que aconteça no físico?

O amor incondicional é um dos maiores desafios da humanidade, porque enquanto houver um pingo de julgamento, estamos em uma expressão condicional de amor, significando “Se você fizer isto, ou agir desta forma, ou dizer estas coisas, então eu sei que você me ama e caso contrário, então você não me ama.” E nós estendemos isto a como nos acreditamos dignos de amor se não recebermos esta confirmação. Mas somos culpados do amor confuso, como no amor incondicional, com “como”? Porque eles são energias diferentes, ainda que tenhamos aglomerado todos os aspectos e expressões do amor em uma cesta emocional, a fim de compreendermos a verdadeira energia do amor, devemos separá-los.

O amor que sentimos é emocional, o amor que somos é espiritual. A necessidade de amor dos outros é realmente um pedido de aprovação. O amor incondicional envolve a aceitação, mas com o amor emocional, isto não é suficiente. Queremos saber que os outros pensem que estamos bem, dignos de estar em sua esfera emocional, que eles pensem que somos bons, belos, atenciosos e surpreendentes o suficiente para nos dar o seu amor. Tudo o que realmente queremos, porém, é saber que eles gostam de nós, porque esta é a expressão emocional e material do amor incondicional.

Se pudermos nos mover além de nossa necessidade de sermos queridos, podemos explorar as possibilidades de termos o amor incondicional e então estamos na energia da aceitação, que é completamente sem julgamento e estamos nesta esfera, porque já somos e temos todo o amor que poderíamos até mesmo querer ou precisar. Então, ao invés de abordarmos outros com os nossos corações em dúvida, confusão e medo, estamos confiantes porque sabemos que somos dignos de amor e se alguém gostar de nós é irrelevante diante do amor que já somos.



Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
  



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Um milagre por um dólar e onze cêntimos

Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geléia que estava escondido no armário e derramou todas as moedas no chão.

Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros.

Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio.

Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou!

- O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos -, explicou ele sem esperar uma resposta.

- Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão -, respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre.

- Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico.

- O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre.

- Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.

- Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa.

O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava.

- Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro.

- Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande.

- Um dólar e onze cêntimos -, respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.

- Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze cêntimos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!

Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse:
- Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa..

Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa.

Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa:

- Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?

A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze cêntimos! - Mais a fé de uma criancinha.