O fígado e o metabolismo do álcool.
Esse álcool é removido do sangue por meio da oxidação no fígado. Um pequena quantidade de álcoll não é metabolizada e pode ser expelida pela respiração, pelo suor ou pela urina. É quando o biriteiro leva seu bafo de onça para o banheiro.
As mulheres metabolizam o álcool mais lentamente que os homens e, consequentemente, apresentam uma concentração de álcool no sangue mais elevada após consumo da mesma quantidade de bebida. Além disso, são mais suscetíveis a doenças hepáticas, musculares, cardíacas e cerebrais causadas pelo consumo excessivo de bebidas alcóolicas. Essa diferença entre os sexos é atribuída a uma menor quantidade de água no organismo feminino e a uma atividade mais baixa das enzimas metabolizantes do álcool no fígado.
O fígado e o metabolismo do álcool.
O fígado é o principal órgão de armazenamento e distribuição da glicose sendo, portanto, fundamental para o sistema nervoso. Qualquer falha nessa distribuição (a chamada "hipoglicemia") afeta imediatamente o cérebro e pode resultar em efeitos extremamente desagradáveis. Quando a gente não se alimenta normalmente, os níveis de glicogênio hepático diminuem ou até desaparecem, mas a glicose continua sendo fabricada pelo fígado, a partir das proteínas dos músculos. Por isso, emagrecemos. Esse processo chama-se gliconeogênese. Entretanto, ele pode ser inibido pela injestão exagerada de álcool (etanol) e gerar um quadro de coma por hipoglicemia. É aí que começa o problema do biriteiro.
O fígado é o principal órgão de armazenamento e distribuição da glicose sendo, portanto, fundamental para o sistema nervoso. Qualquer falha nessa distribuição (a chamada "hipoglicemia") afeta imediatamente o cérebro e pode resultar em efeitos extremamente desagradáveis. Quando a gente não se alimenta normalmente, os níveis de glicogênio hepático diminuem ou até desaparecem, mas a glicose continua sendo fabricada pelo fígado, a partir das proteínas dos músculos. Por isso, emagrecemos. Esse processo chama-se gliconeogênese. Entretanto, ele pode ser inibido pela injestão exagerada de álcool (etanol) e gerar um quadro de coma por hipoglicemia. É aí que começa o problema do biriteiro.
Quando uma bebida alcóolica é ingerida, parte do álcool é absorvida pela mucosa estomacal, mas, a maior parte entra na corrente sanguínea através do intestino delgado. O álcool é muito solúvel em água e, portanto, distribui-se rapidamente pelo sangue para todo o corpo. Uma dose de 25 ml de uísque, que contém em torno de 10 ml de etanol (7,8 g ), ao ser ingerida por uma pessoa de 70 kg , resulta em uma concentração final em torno de 0,01 % de álcool no sangue.
Esse álcool é removido do sangue por meio da oxidação no fígado. Um pequena quantidade de álcoll não é metabolizada e pode ser expelida pela respiração, pelo suor ou pela urina. É quando o biriteiro leva seu bafo de onça para o banheiro.
Como veremos a seguir, a resistência aos efeitos do álcool variam muito, de pessoa a pessoa.
Fatores que afetam a absorção do álcool. Homens e mulheres na mesa do bar.
A taxa de metabolismo do álcool depende, em parte, da quantidade de enzimas especializadas do fígado, que varia entre as pessoas. Em geral, após a ingestão, o álcool atinge um pico de concentração sanguínea dentro de 30 a 45 minutos. O álcool é metabolizado mais lentamente do que é absorvido. Portanto, se o consumo não for controlado ocorrerá acúmulo tóxico no corpo.
Se a taxa de ingestão de etanol for igual à sua taxa de oxidação, a concentração sanguínea não aumenta. A taxa de eliminação do etanol em um homem de 70 kg é aproximadamente 15 g (cerca de 20 ml) de etanol por hora, o que corresponde a 340 ml de cerveja ou 170 ml de vinho ou, ainda, a 45 ml de licor forte.
Uma série de fatores influencia o processo de absorção do álcool pelo organismo. Beber depois uma refeição contendo gorduras, proteínas e carbohidratos diminui em três vezes a velocidade de absorção do álcool, quando comparado a uma situação de consumo com o estômago vazio.
As mulheres metabolizam o álcool mais lentamente que os homens e, consequentemente, apresentam uma concentração de álcool no sangue mais elevada após consumo da mesma quantidade de bebida. Além disso, são mais suscetíveis a doenças hepáticas, musculares, cardíacas e cerebrais causadas pelo consumo excessivo de bebidas alcóolicas. Essa diferença entre os sexos é atribuída a uma menor quantidade de água no organismo feminino e a uma atividade mais baixa das enzimas metabolizantes do álcool no fígado.
Efeitos do álcool sobre o organismo. Como saber quando parar.
O álcool afeta o sistema nervoso central. Seus efeitos sobre o comportamento resultam de sua ação direta sobre esse sistema e, como conseqüência, sobre músculos e sentidos. Dependendo da dose, o álcool é uma droga depressora. Tanto pode ser um tranquilizante suave como um anestésico geral. Entretanto, à medida que sua concentração aumenta, surge a supressão de algumas funções do sistema nervoso e aparecem os sintomas clássicos da intoxicação.
Determinou-se que a maioria dos indivíduos começa a mostrar falhas mentais mensuráveis quando a concentração de etanol no sangue atinge cerca de 0,05 %. Ao atingir 0,10 %, os efeitos mentais já produzem sinais físicos óbvios, como marcha desequilibrada, percepções sensoriais perturbadas e inabilidade de reagir com rapidez. Nesse estágio, já é perigoso dirigir veículos. A fala confusa aparece com a concentração em torno de 0,15 % e a inconsciência é produzida por volta de 0,4 %. Acima de 0,5 %, o centro respiratório do cérebro ou o trabalho de contração do coração podem ser anestesiados. O bebum arrisca morrer.
Mas, o risco não vem apenas do consumo exagerado ocasional. Pode resultar também, do consumo repetitivo, como descreveremos a seguir.
Os riscos do alcoolismo e a medida do teor alcóolico no sangue.
A oxidação do álcool é capaz de produzir energia mas a energia produzida não pode ser armazenada para uso posterior. Em conseqüência de sua metabolização, também são produzidas moléculas redutoras que induzem a síntese de ácidos graxos. Esses ácidos graxos se acumulam e levam a um quadro de fígado gorduroso.
O consumo crônico de álcool pode causar danos hepáticos irreversíveis como a cirrose hepática. Sendo o fígado o órgão encarregado da detoxificação do corpo, tanto para substâncias exógenas como endógenas, a perda dessa função determina o acúmulo de hormônios esteróides e, como conseqüência, redistribuição de gorduras, ginecomastia, perda de massa muscular, diminuição da imunidade e baixa proteinemia. Tudo isso é má notícia para o alcóolatra. Outra conseqüência do consumo crônico de álcool é a gota, doença que se caracteriza pela inflamação das articulações provocada pelo acúmulo de ácido úrico, cuja excreção é inibida pelo etanol.
Embora haja vantagens em se usar o sangue para determinar as concentrações de álcool no corpo humano, o processo de coleta da amostra é visto como invasivo e doloroso, além de ser caro e lento. Os policiais do trânsito preferem, naturalmente, usar o "bafômetro". A análise do ar da respiração profunda é utilizada com sucesso pois esse ar tem a mesma proporção de álcool encontrado no sangue.
Tudo bem, mas, não dizem que um copo de vinho tinto seco por dia afasta o perigo do enfarte?
Bem, esse é assunto para uma seção futura. Por enquanto, contenha-se.


Nenhum comentário:
Postar um comentário