segunda-feira, 17 de junho de 2019

Comunicando e Unindo - Marilyn Ferguson

[A conspiração Aquariana]

“COMUNICANDO E UNINDO”
 por Marilyn Ferguson,



“COMUNICANDO E UNINDO”

por Marilyn Ferguson,

Se essas descobertas de transformação devem se tornar nossa herança comum pela primeira vez na história, precisam ser amplamente difundidas. Devem se transformar em nosso novo consenso, naquilo que “todo mundo sabe”.

   No início do século XIX, Alexis de Tocqueville observou que o comportamento cultural e as pressuposições tácitas se modificam tipicamente muito antes que se admita de forma clara que os tempos mudaram. Durante anos e gerações, propalam-se idéias Há muito particularmente abandonadas. Ninguém conspira contra essas velhas carapaças de convicções, comentou Tocqueville, e desse modo elas continuam a ter força e desencorajar os inovadores.

  Muito depois que um velho paradigma tenha perdido se valor, ainda mantém uma espécie de fidelidade hipócrita. Mas se tivermos a coragem de comunicar nossas dúvidas e nossa defecção, de expor a imperfeição e a fragilidade de estrutura e as falhas do velho paradigma, poderemos desmantelá-lo, não há necessidade de esperarmos  que ele desabe em cima de nós.

   A Conspiração Aquariana está utilizando de seus difusos postos avançados de influência para focalizar os perigosos mitos e místicas do velho paradigma, a fim de atacar idéias e práticas obsoletas. Os conspiradores nos instam a retomarmos o poder que de longa data cedemos ao hábito e à autoridade, a descobrir, por trás da confusão de todo o nosso condicionamento, o núcleo de integridade que transcende convenções e códigos.

   Estamos nos beneficiando do fenômeno previsto em 1964 por Marshall McLuhan: a implosão da informação. O planeta é, na verdade, uma aldeia global. Ninguém poderia prever quão rapidamente a tecnologia seria posta a serviço d indivíduo, quão rapidamente seríamos capazes de nos comunicar e entrar em acordo. O conformismo, com que se preocupava Tocqueville, está cedendo lugar a uma crescente autenticidade, a uma epidemia sem precedentes na História.

   Agora, de fato, podemos nos encontrar. Podemos dizer uns aos outros o que abandonamos, aquilo em que agora acreditamos. Podemos conspirar contra pressupostos arcaicos e mortíferos. Podemos viver contra eles.

   As comunicações globais envolveram nosso mundo sem qualquer possibilidade de recuo. Agora todo o planeta fervilha com ligações instantâneas, redes de pessoas dispostas à comunicação e cooperação.

   Aqueles cujas mentalidades são similares podem juntar suas forças com a mesma rapidez com que se pode tirar a fotocópia de uma carta, imprimir um panfleto, discar um telefone, desenhar um adesivo, dirigir de um lado para o outro de uma cidade, formar uma coalizão, pintar um pôster, voar para uma reunião... ou apenas viver abertamente de acordo com sua mudança de ânimo.

   “Talvez pela primeira vez na História do mundo”, observou o psicólogo Karl Rogers em 1978, “as pessoas estão se mostrando realmente abertas, expressando o que sentem sem medo de serem julgadas. A comunicação é qualitativamente diferente de nosso passado histórico – mais rica, mais complexa.”

   Catalisadores humanos, como os Conspiradores Aquarianos, descrevem as novas opções – nas salas de aula,na TV,em letra de forma, em filmes, na arte, em músicas, em publicações científicas, em circuitos de conferências, durante os intervalos para o café, em documentos do governo, nas festas e nas novas políticas e legislação organizacionais. Animam-se aqueles que podiam ser tímidos no questionamento das opiniões dominantes.

   As idéias transformadoras também aparecem sob o disfarce de livros sobre a saúde e manuais de esportes, de conselhos sobre dietas, administração de negócios, desenvolvimento pessoal, estresse, relacionamentos e automelhoramentos. Ao contrário dos livros de “como fazer” do passado, estes dão ênfase à atitude, não ao comportamento. Exercícios e experimentações se destinam a uma experiência direta sob nova perspectiva.

   Somente aquilo que sentimos profundamente pode nos modificar. Argumentos racionais, por si só, não podem penetrar as camadas de temor e de condicionamento que compõem nossos defeituosos sistemas de convicções. A Conspiração Aquariana, sempre que possível, cria oportunidades para as pessoas experimentarem mudanças de consciência. O coração, tanto quanto a mente, deve modificar-se. A comunicação não deve ser apenas ampla, mas também profunda.

   A concordância pode ser transmitida por muitas formas, até mesmo pelo silêncio, como ressaltou Roszak numa grande reunião em Vancouver em 1977, no Simpósio Mundial sobre a Humanidade.

Em nossa época está sendo escrito um manifesto secreto. Sua linguagem é o anseio que vemos em todos os olhos. É o desejo de conhecer o nosso verdadeiro destino no mundo, de encontrar e a maneira de ser que pertencem a cada um de nós... Estou me referindo ao manifesto da pessoa, a declaração do nosso soberano direito de autodescoberta. Não sei dizer se aqueles que respondem a seu apelo são de fato milhões, mas sei que sua influência atua significativamente entre nós, uma corrente subterrânea de nossa História, que desperta em todos aqueles que atinge um senso inebriante de quão profundas são as raízes do nosso próprio ser, com as singulares fontes de energia que abarcam...

   Penetrando até as raízes dos temores e das dúvidas, podemos nos modificar radicalmente. Indivíduos estão começando a resistir a preocupações e ações sociais de uma forma jamais conseguida por influências externas: persuasão, propaganda, patriotismo, injunções religiosas, ameaças, juramentos de fraternidade. Um novo mundo, como sempre afirmaram os místicos, é uma nova mentalidade.

Fonte Págs. 34-36, “A conspiração aquariana” – Marilyn Ferguson; tradução de Carlos Evaristo M. Costa; prefácio de Max lerner. – 14ª Ed. – Rio de Janeiro, Nova Era, 2006.

[A PREVENÇÃO É A MELHOR MEDICINA!”






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