[A
conspiração Aquariana]
“COMUNICANDO
E UNINDO”
por
Marilyn Ferguson,
“COMUNICANDO E UNINDO”
por Marilyn Ferguson,
Se
essas descobertas de transformação devem se tornar nossa herança comum pela
primeira vez na história, precisam ser amplamente difundidas. Devem se
transformar em nosso novo consenso, naquilo que “todo mundo sabe”.
No
início do século XIX, Alexis de Tocqueville observou que o comportamento
cultural e as pressuposições tácitas se modificam tipicamente muito antes que
se admita de forma clara que os tempos mudaram. Durante anos e gerações,
propalam-se idéias Há muito particularmente abandonadas. Ninguém conspira
contra essas velhas carapaças de convicções, comentou Tocqueville, e desse modo
elas continuam a ter força e desencorajar os inovadores.
Muito depois que um velho paradigma tenha
perdido se valor, ainda mantém uma espécie de fidelidade hipócrita. Mas se
tivermos a coragem de comunicar nossas dúvidas e nossa defecção, de expor a
imperfeição e a fragilidade de estrutura e as falhas do velho paradigma,
poderemos desmantelá-lo, não há necessidade de esperarmos que ele desabe em cima de nós.
A Conspiração Aquariana está utilizando de
seus difusos postos avançados de influência para focalizar os perigosos mitos e
místicas do velho paradigma, a fim de atacar idéias e práticas obsoletas. Os conspiradores
nos instam a retomarmos o poder que de longa data cedemos ao hábito e à
autoridade, a descobrir, por trás da confusão de todo o nosso condicionamento,
o núcleo de integridade que transcende convenções e códigos.
Estamos nos beneficiando do fenômeno
previsto em 1964 por Marshall McLuhan:
a implosão
da informação. O planeta é, na verdade, uma aldeia global. Ninguém poderia
prever quão rapidamente a tecnologia seria posta a serviço d indivíduo, quão
rapidamente seríamos capazes de nos comunicar e entrar em acordo. O conformismo,
com que se preocupava Tocqueville, está cedendo lugar a uma crescente
autenticidade, a uma epidemia sem precedentes na História.
Agora, de fato, podemos nos encontrar. Podemos
dizer uns aos outros o que abandonamos, aquilo em que agora acreditamos.
Podemos conspirar contra pressupostos arcaicos e mortíferos. Podemos viver
contra eles.
As comunicações globais envolveram nosso
mundo sem qualquer possibilidade de recuo. Agora todo o planeta fervilha com
ligações instantâneas, redes de pessoas dispostas à comunicação e cooperação.
Aqueles cujas mentalidades são similares
podem juntar suas forças com a mesma rapidez com que se pode tirar a fotocópia
de uma carta, imprimir um panfleto, discar um telefone, desenhar um adesivo,
dirigir de um lado para o outro de uma cidade, formar uma coalizão, pintar um
pôster, voar para uma reunião... ou apenas viver abertamente de acordo com sua
mudança de ânimo.
“Talvez pela primeira vez na História do
mundo”, observou o psicólogo Karl Rogers em 1978, “as pessoas estão se
mostrando realmente abertas, expressando o que sentem sem medo de serem
julgadas. A comunicação é qualitativamente diferente de nosso passado histórico
– mais rica, mais complexa.”
Catalisadores humanos, como os Conspiradores
Aquarianos, descrevem as novas opções – nas salas de aula,na TV,em letra de
forma, em filmes, na arte, em músicas, em publicações científicas, em circuitos
de conferências, durante os intervalos para o café, em documentos do governo,
nas festas e nas novas políticas e legislação organizacionais. Animam-se
aqueles que podiam ser tímidos no questionamento das opiniões dominantes.
As idéias transformadoras também aparecem
sob o disfarce de livros sobre a saúde e manuais de esportes, de conselhos
sobre dietas, administração de negócios, desenvolvimento pessoal, estresse,
relacionamentos e automelhoramentos. Ao contrário dos livros de “como fazer” do
passado, estes dão ênfase à atitude, não ao comportamento. Exercícios e
experimentações se destinam a uma experiência direta sob nova perspectiva.
Somente aquilo que sentimos profundamente
pode nos modificar. Argumentos racionais, por si só, não podem penetrar as
camadas de temor e de condicionamento que compõem nossos defeituosos sistemas
de convicções. A Conspiração Aquariana, sempre que possível, cria oportunidades
para as pessoas experimentarem mudanças de consciência. O coração, tanto quanto
a mente, deve modificar-se. A comunicação não deve ser apenas ampla, mas também
profunda.
A concordância pode ser transmitida por
muitas formas, até mesmo pelo silêncio, como ressaltou Roszak numa grande
reunião em Vancouver em 1977, no Simpósio Mundial sobre a Humanidade.
Em nossa época está sendo escrito um manifesto secreto. Sua
linguagem é o anseio que vemos em todos os olhos. É o desejo de conhecer o
nosso verdadeiro destino no mundo, de encontrar e a maneira de ser que
pertencem a cada um de nós... Estou me referindo ao manifesto da pessoa, a
declaração do nosso soberano direito de autodescoberta. Não sei dizer se
aqueles que respondem a seu apelo são de fato milhões, mas sei que sua
influência atua significativamente entre nós, uma corrente subterrânea de nossa
História, que desperta em todos aqueles que atinge um senso inebriante de quão
profundas são as raízes do nosso próprio ser, com as singulares fontes de
energia que abarcam...
Penetrando até as raízes dos temores e das
dúvidas, podemos nos modificar radicalmente. Indivíduos estão começando a
resistir a preocupações e ações sociais de uma forma jamais conseguida por
influências externas: persuasão, propaganda, patriotismo, injunções religiosas,
ameaças, juramentos de fraternidade. Um novo mundo, como sempre afirmaram os
místicos, é uma nova mentalidade.
Fonte
Págs. 34-36, “A conspiração aquariana” – Marilyn Ferguson; tradução de Carlos
Evaristo M. Costa; prefácio de Max lerner. – 14ª Ed. – Rio de Janeiro, Nova
Era, 2006.
[A PREVENÇÃO É A MELHOR MEDICINA!”
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